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9 de abr de 2012

O uso das redes sociais como método alternativo de ensino para jovens

Não é novidade que a geração Y utiliza-se das mídias digitais para se comunicar e também para estabelecer relações interpessoais. E por que não se aproveitar dessa característica dos jovens para fins pedagógicos? Quando as novas mídias adentram no ambiente formal de ensino, algumas mudanças são notórias. A primeira delas é justamente o fato de que o relacionamento entre professor e aluno dentro da sala de aula muda, pois, ambos podem compartilhar das mesmas informações de forma igualitária, fazendo com que, tanto o discente quanto o docente fazer uso do conteúdo da rede para
adquirir mais conhecimento, ou seja, a comunicação horizontal e inteligência coletiva são parceiras no processo educacional. Com o advento da web 2.0 (também conhecida como computação social) ficou muito mais fácil compartilhar diversos tipos de conteúdo digital e assim a relação com o saber vem sendo reformulada.
Temos que aprender a dominar a máquina e o ciberespaço. Ensinar e aprender são fundamentais para que possamos usufruir da tecnologia.
Mas, antes de adentrar mais no assunto, é importante ressaltar que toda rede social, é uma mídia social que, é uma mídia digital, ou seja, se as redes sociais são plataformas de relações interpessoais mediadas pelo computador, sobretudo em busca da informação, passa a ser uma mídia social tendo em vista que este termo designa aplicações típicas da web 2.0 que permitem a criação e a troca de conteúdo, e, as mídias digitais contém os outros pois, qualquer meio de comunicação que faz uso da tecnologia digital é uma mídia digital. Vale lembrar os conceitos de redes sociais online, mídias sociais e mídias digitais são distintos e, acima de tudo, ainda estão se formando, ou seja, não estão consolidados.
Cada plataforma de rede social na Internet possui suas características, mas, em geral, todas podem exercer a função de ‘filtros’ de conteúdo em meio a esse ‘dilúvio’ de informações em que todos nós estamos inseridos. Além disso são ferramentas poderosas na difusão da inteligência coletiva, principalmente devido à necessidade de relacionamento das pessoas que, em geral, se dá através do compartilhamento de informações. André Lemos e Pierre Lévy ainda ressaltam que os brasileiros são ativos produtores de informação e participantes das redes sociais, por isso, algumas plataformas podem ser destacadas devido a seus potenciais pedagógicos.
O Orkut como ferramenta pedagógica
O maior mérito do Orkut é justamente o fato de ser a que mais agrega brasileiros, sobretudo os mais jovens. De acordo com a pesquisadora carioca Vanessa Bohn, o educador deve aproveitar essa característica de sociabilidade dos jovens brasileiros e criar comunidades específicas com fóruns sobre temas específicos sempre mediados pelo professor, que, na verdade passa a ser um provocador da construção do conteúdo fora da sala. É importante ressaltar que, inclusive os aplicativos sociais, principalmente os jogos sociais que, apesar de pedirem um domínio maior das ferramentas de programação por parte do professor, permitem que o aprendizado seja estimulado de forma descontraída e interativa.
Ning: um comunnity building a favor da educação
Apesar de pouco conhecido no Brasil, o Ning, conhecido por ser um community builder, ou seja, uma ferramenta que possibilita a construção de uma rede social própria e que permite uma grande personalização de ferramentas como fóruns, blogs, chats, vídeos, imagens, áudio, dentre outros. Vanessa Bohn também reitera que o Ning permite que o professor crie sua própria rede social para agregar especificamente quem tem interesse em aprender sua disciplina, ou seja, seus alunos, por isso mesmo atrai muitos educadores e professores e já pode ser comparado até mesmo a um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Alguns pesquisadores apontam essa plataforma como uma alternativa ao tradicional quadro-negro, mas ressaltam que ele requer muito tempo e envolvimento do educador para que o projeto dê certo.
Twitter: Informação e Educação andam juntos
Também cotada como um news media (em tradução livre: meio de notícias) por alguns pesquisadores, o Twitter permite a disseminação da informação de forma rápida e eficiente. Além disso, essa rede social cognitiva baseada na troca de informações permite uma espécie de ‘armazenamento’ do conhecimento. O uso de hashtags, ou seja, ao se colocar o símbolo “#” diante de uma ou mais palavras aglutinadas, permite que o conhecimento seja “etiquetado”, fazendo com que os usuários possam seguir informações específicas sobre um assunto e/ou evento. Essa característica torna o Twitter um tipo de indexador de conteúdo, pois, as mensagens trocadas entre os usuários podem conter hiperlinks que redirecionem o internauta para um aprofundamento que vai além dos 140 caracteres.
Projeto educacionais aliados à inclusão sócio-digital
O uso das novas tecnologias associadas ao ambiente formal de ensino é uma realidade que pode ser reiterado por centros de estudos específicos sobre a área, como é o caso do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), que vem demonstrando como o uso das redes sociais no ambiente escolar pode colaborar para o processo do ensino-aprendizagem. “A ampla disseminação entre as novas gerações do uso das novas tecnologias e, mais especificamente, das redes sociais na internet pode ser de grande valia para educação. O trabalho em rede pressupõe colaboração, cooperação, valores que só enriquecem o processo de aprendizado”.
O grande desafio, entretanto, é fazer com que as instituições de ensino compreendam de que forma as redes sociais podem funcionar como métodos auxiliares de ensino. A idéia é estimular nos discentes o uso dessas redes sociais como meio de interação e aprendizagem coletiva, construindo a partir desse ambiente virtual. Podemos destacar basicamente três projetos que são referência quando se fala em educação e novas tecnologias:
É uma ação do programa EducaRede, iniciativa da Fundação Telefônica sob coordenação técnica do CENPEC. Este projeto, criado em 2007, tem como proposta formar equipes de reportagem entre professores e alunos a fim de produzirem registros com linguagens diferenciadas sobre o que acontece na comunidade local. Os temas, determinados para o trabalho das equipes – “Cidade e Cultura”, “Cidade e Participação Social”, “Cidade e Qualidade de vida”, “Cidade e Trabalho” – têm como objetivo trabalhar a interdisciplinaridade. Em suma, o projeto defende que a tecnologia não pode estar dissociada da educação: ela é parte integrante do processo educativo e não deve ser tratada isoladamente. Além disso, a tecnologia deverá estar presente não como apêndice, mas como realidade que não pode ser ignorada ou desconhecida, da forma mais humana possível.
O objetivo maior do projeto, no entanto é atender não somente as necessidades da escola, como de toda comunidade em volta dela. Coordenado por um núcleo de pesquisa da Universidade de São Paulo – A Escola do Futuro – o projeto também visa  melhorias para a comunidade local através dos agentes transformadores, membros do projeto, com a participação em comunidades virtuais, por meio das escolas públicas. A formação inicial é presencial e, em um segundo momento, à distância, sendo dirigida a integrantes dos núcleos de tecnologia das secretarias de educação e a professores das escolas onde o programa atua. As escolas contempladas são equipadas com laboratórios de informática compostos por computadores, scanners, impressoras e acesso à internet. Os alunos pesquisam sobre um dos temas e lançam na comunidade virtual as experiências obtidas no próprio portal do ‘Tonomundo’, gerando assim um intercâmbio de conhecimento da realidade de cada local.
Antes de qualquer coisa, o Kidlink é um projeto de inclusão digital e, como tal, sua principal ação é tornar o computador acessível a comunidades que não o possuam em suas casas ou escolas e tem por objetivo principal contribuir para a formação intelectual dos indivíduos, bem como, a construção de um raciocínio em defesa da preservação dos recursos do planeta, foi desenvolvido a fim de auxiliar crianças e jovens a desenvolverem habilidades e competências através de comunidades virtuais distribuídas em mais de 50 países. No Brasil, o projeto Kidlink teve com precursora a professora Marisa Lucena, em 1995, que centrou as pesquisas para seu doutorado e procurou criar características e iniciativas próprias para o modelo gerado no país. Hoje o Kidlink está sob responsabilidade da Equipe KHouse Modelo PUC-Rio, e engloba o projeto KHouse, que apresenta quatro modelos englobando desde crianças e jovens, até adultos e um modelo profissionalizante.
Uma aula fora da sala
O conhecimento está espalhado pelo ciberespaço. #fato. Cabe ao professor fundamentar os conceitos necessários para que o aluno possa aprender a “nadar” em meio ao dilúvio de informações. Os professores têm que começar a criar mecanismos de construção conjunta. Eles e os alunos vão criar um conteúdo juntos e interpretá-lo. Reconhecer que várias plataformas podem ajudar a incorporar a novas mídias no processo de ensino-aprendizagem é fundamental. É necessário adequar-se aos novos formatos em que o discente passa a ter um papel mais ativo no processo de troca de conhecimento. As redes sociais online tornam esse processo mais ágil e flexível, mas, acima de tudo, é o educador que deve estudar e escolher qual plataforma pode ser mais útil e melhor utilizada.

O currículo escolar não pode continuar dissociado das novas possibilidades tecnológicas, alerta pesquisadora da PUC-SP


Foto: Marina Piedade


"A tecnologia precisa estar à mão para a produção de conhecimento dos alunos à medida que surja a necessidade", diz a professora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida
Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que está nos bancos escolares. A opinião é de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 
 
Defensora do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em sala de aula, Beth Almeida faz uma ressalva: a tecnologia não é um enfeite e o professor precisa compreender em quais situações ela efetivamente ajuda no aprendizado dos alunos. "Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade: qual foi a contribuição? O que não poderia ser feito sem a tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo", explica.


Nesta entrevista para NOVA ESCOLA, a especialista no uso de novas tecnologias em Educação, formação docente e gestão falou sobre os problemas na formação inicial e continuada dos professores para o uso de TICs e de como integrá-las ao cotidiano escolar.
O que é Webcurrículo? É o currículo que se desenvolve por meio das tecnologias digitais de informação e comunicação, especialmente mediado pela internet. Uma forma de trabalhá-lo é informatizar o ensino ao colocar o material didático na rede. Mas o webcurrículo vai além disso: ele implica a incorporação das principais características desse meio digital no desenvolvimento do currículo. Isto é, implica apropriar-se dessas tecnologias em prol da interação, do trabalho colaborativo e do protagonismo entre todas as pessoas para o desenvolvimento do currículo. É uma integração entre o que está no documento prescrito e previsto com uma intencionalidade de propiciar o aprendizado de conhecimentos científicos com base naquilo que o estudante já traz de sua experiência. O webcurrículo está a favor do projeto pedagógico. Não se trata mais do uso eventual da tecnologia, mas de uma forma integrada com as atividades em sala de aula.
O uso das TICs facilita o interesse dos alunos pelos conteúdos? Sim, pois estamos falando de diferentes tecnologias digitais, portanto de novas linguagens, que fazem parte do cotidiano dos alunos e das escolas. Esses estudantes já chegam com o pensamento estruturado pela forma de representação propiciada pelas novas tecnologias. Portanto, utilizá-las é se aproximar das gerações que hoje estão nos bancos das escolas.
Como integrar efetivamente essas tecnologias ao currículo escolar e ao projeto pedagógico? A primeira coisa é ter a tecnologia disponível. É por isso que não se observam resultados tão favoráveis quando há apenas um laboratório para toda a escola. A tecnologia tem de estar na sala de aula, à mão no momento da necessidade. Pode ser um pequeno laboratório na sala ou um computador por aluno. Não estou falando exclusivamente de computador, mas de diversas tecnologias digitais.
A ideia do computador como o único acesso às TICs é ultrapassada? Sem dúvida! Não que o laboratório não deva existir. Ele precisa estar na escola, mas passa a ser ressignificado. O laboratório é para uma atividade mais sofisticada, que exige recursos de uma reconfiguração, digamos, mais pesada e atualizada. Essa tecnologia precisa estar à mão para a produção de conhecimento dos alunos à medida que surja a necessidade.
Isso pressupõe um alto investimento, incompatível com a infraestrutura de muitas escolas. O porcentual de alunos em escolas muito precárias é pequeno. Em termos de política pública, não há solução única. É preciso buscar ações diferenciadas. Há que superar esses desafios quase simultaneamente e trabalhar em duas frentes: recuperar atrasos, alguns bem antigos, e inserir essa nova geração na sociedade digital.
Os telefones celulares já são amplamente acessíveis e oferecem muitas possibilidades didáticas - o trabalho com fotos, filmagens, mensagens e mesmo com a internet -, mas a maioria das escolas prefere proibi-los. Não é uma atitude retrógrada? Vetar o uso não adianta nada porque o aluno vai levar e utilizar ali, embaixo da carteira. É preciso criar estratégias para que os celulares sejam incorporados, pois oferecem vários recursos e não custam nada à escola. A proibição só incentiva o uso escondido e a desatenção na dinâmica da aula. Geralmente os estudantes, inclusive de escolas públicas, têm celular e o levam a todos os lugares. Ele é o instrumento mais usado pela população brasileira. Basta olhar as estatísticas. O que o webcurrículo prevê é o uso integrado da tecnologia. Os alunos, com seu celular, podem fazer o registro daquilo que encontram numa pesquisa de campo. Podem trabalhar textos e fotos e preparar pequenos documentários em vídeo. Isso precisa estar integrado ao conteúdo.
E como enfrentar as questões éticas e desenvolver uma postura crítica em relação a essas mídias? Da mesma forma que nos preocupamos com essas questões em todos os campos. A tecnologia não é uma exceção, até porque ela potencializa o trabalho com diversas mídias, com imagens e textos. Ela facilita a cópia, o plágio. Mas não que isso não existisse antes. O bom é que, assim como simplifica a fraude, também facilita a detecção. E o que nos cabe como educadores? Cabe ajudar o aluno a entender o que é ético para que ele possa se pautar por uma conduta adequada aos dias de hoje, mas baseado em princípios que sempre existiram. A única novidade é o meio.
Temos bons exemplos de currículos que já incorporaram a tecnologia? Já temos várias iniciativas importantes no país, mas é preciso ter em mente que os resultados, em Educação, não vêm em um curto prazo. Os currículos estão se alterando hoje e a diferença será sentida daqui a algum tempo. Mas a hora da mudança é agora.
As pesquisas conseguem demonstrar o impacto do uso das tecnologias no aprendizado dos alunos? É preciso trabalhar com a perspectiva de análise macro, pois ela é importantíssima para ter a ideia do que acontece no todo. Entretanto, é necessário fazer estudos de casos específicos porque assim é possível identificar as inovações, aquilo que aparece de mudança, o que há de diferente. Para detectar os fatores que levaram à aprendizagem, é preciso acompanhar o aluno por algum tempo. Às vezes, ele demonstra um rendimento muito bom, mas isso é anterior e não necessariamente está relacionado ao uso das TICs. É difícil pegar essas situações. Os exames nacionais e internacionais não são feitos para identificar esses aprendizados. Nós vivemos uma situação paradoxal. Os sistemas de ensino estão preocupados em desenvolver os alunos para que eles tenham autonomia para atuar em uma sociedade em constante mudança. Mas o ritmo das escolas é o oposto disso.
O que é preciso para que a tecnologia seja integrada ao currículo? O currículo da sala de aula não é apenas o prescrito. Ele se desenvolve do que emerge das experiências de alunos e professores, do diálogo entre eles. Nesse sentido, o uso das TICs pode auxiliar muito porque, quando é desenvolvido um currículo mediatizado, é feito o registro dos processos e com essa base é possível identificar qual foi o avanço do aluno, quais as suas dificuldades e como intervir para ajudá-lo. Isso é pouco aproveitado ainda.
Uma recente pesquisa da Fundação Victor Civita (FVC) mostrou que 72% dos entrevistados não se sentem seguros em utilizar computadores na escola. A graduação não forma o professor para lidar com a tecnologia? Não, a formação inicial não está dando conta disso. Temos vários estudos em que o professor reconhece que a tecnologia é importante e ele quer utilizá-la. Mas não é apenas porque tem pouco domínio que não a emprega. Para integrar as tecnologias, é preciso deter tanto o domínio instrumental como o conteúdo que deve ser trabalhado, as próprias concepções de currículo e as estratégias de aprendizagem. Tudo isso precisa ser integrado numa formação que alguns especialistas já chamam de "nova pedagogia".
Isso explica por que a pesquisa da FVC mostrou que 18% das escolas que têm laboratório de informática não usam o recurso com os alunos? Provavelmente isso ocorre porque um único laboratório é muito pouco para dar conta da quantidade de alunos. Isso desestimula os professores, que, no máximo, conseguem levar a turma duas vezes por semana. Aí não se cria uma cultura de mudança e de integração da tecnologia com o currículo por total falta de tempo.
Há algum trabalho de formação para as TICs sendo feito hoje no país? Tem havido muitos programas públicos de formação continuada, entretanto há uma rotatividade enorme dos professores e isso se perde. Precisamos investir na ampliação do acesso às tecnologias e, principalmente, nessa formação
O que devem contemplar os cursos de formação de professores? Especialistas dizem que eles devem tratar de atividades ligadas aos conteúdos... Não se pode separar forma de conteúdo. É preciso integrar o conteúdo à tecnologia, às estratégias de aprendizagem e às de ensino. Tudo isso precisa ser relacionado e analisado pelo professor. Mas é preciso cuidar da gestão desses programas de formação e principalmente da mediação pedagógica que ocorre nessa formação. Tanto as universidades públicas como as privadas precisam trabalhar com a realidade da sala de aula e estar comprometidas com a reflexão sobre a prática.
É possível para a escola acompanhar o ritmo de avanço das tecnologias? Não é necessário que isso ocorra. O importante é que o professor tenha oportunidade de reconhecer as potencialidades pedagógicas das TICs e aí assim incorporá-las à sua prática. Nem todas as tecnologias que surgirem terão potencial. Outras inicialmente podem não ter, mas depois o quadro muda. Primeiro, é preciso utilizar para si próprio para depois pensar sobre a prática pedagógica e as contribuições que as TICs podem trazer aos processos de aprendizagem. Daí a importância dos programas de formação.
O ensino a distância é uma tendência ou apenas uma alternativa? A Educação a distância não significa outra Educação. Educação a distância é Educação mediatizada por tecnologia. Quanto será presencial ou a distância, são as situações que vão dizer. Essa oposição entre uma e outra vai se perder. É possível ter Educação de qualidade a distância e sem qualidade na forma presencial, ou vice-versa. Não é a modalidade que garante a qualidade.
A ideia de um professor diante de um quadro falando para 30 alunos sentados, ouvindo e anotando em seu caderno tem futuro? É uma coisa relativizada e não será abandonada. O professor detém um conhecimento científico maior e é absolutamente normal que ele exponha uma aula. Só que isso não pode ser um monólogo nem imperar o tempo inteiro. É fundamental que diferentes dinâmicas ocorram em sala de acordo com o projeto pedagógico.
Retirado do Blog Mídias na Escola.

O que significa o termo mídia?

Mídia, é todos os meios de comunicação, veículos, sejam eles virtuais, digitais, impressos, televisíveis, radiofônico, etc...
E para você, o que é???

Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula

Amanda Polato (Amanda Polato)
Recursos didáticos.Como usar a tecnologia na sala de aula.

TICs, tecnologias da informação e comunicação. Cada vez mais, parece impossível imaginar a vida sem essas letrinhas. Entre os professores, a disseminação de computadores, internet, celulares, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga e uma infinidade de engenhocas da modernidade provoca reações variadas. Qual destes sentimentos mais combina com o seu: expectativa pela chegada de novos recursos? Empolgação com as possibilidades que se abrem? Temor de que eles tomem seu lugar? Desconfiança quanto ao potencial prometido? Ou, quem sabe, uma sensação de impotência por não saber utilizá-los ou por conhecê-los menos do que os próprios alunos?

Inclusão Digital

Entrevista com Léa Fagundes sobre a inclusão digital

Foto: Tamires Kopp

Pioneira no uso da informática educacional no Brasil, Léa Fagundes cobra políticas públicas para o setor e defende a ajuda mútua entre professores e alunos

 Foto: Tamires Kopp
A sala de informática do Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) abriga, entre vários computadores de última geração, alguns equipamentos sucateados. Embora não sejam tão antigos, esses micros parecem pré-históricos perto dos demais. A comparação entre as máquinas ajuda a perceber a rapidez vertiginosa com que a tecnologia se renova.

Nesse ambiente hi-tech, instalado no Instituto de Psicologia da UFRGS, a professora Léa da Cruz Fagundes recebeu a reportagem de ESCOLA para esta entrevista sobre inclusão digital. Precursora do uso da informática em sala de aula no Brasil, a presidenta da Fundação Pensamento Digital, de Porto Alegre, tem alcançado resultados animadores com as experiências que desenvolve em comunidades carentes do estado. Elas mostram que crianças pobres, alunas de escolas públicas em que não se depositam muitas expectativas, têm o mesmo desempenho que as mais favorecidas quando integradas no ciberespaço.
Mais sobre tecnologia


Retirado do Blog LTD- Linguagem e Tecnologia Digital

Facebook para Educadores

 Por Linda Fogg Phillips, Derek Baird, M.A., & BJ Fogg, Ph.D.
O Facebook na sala de aula
"Em nossas conversas com professores, muitos disseram que estão buscando maneiras de entender melhor os novos estilos de aprendizagem digital dos alunos. Os educadores também expressaram que estão interessados em aprender a integrar o Facebook em seus planos de ensino para enriquecer a experiência educacional dos alunos, aumentar a relevância do conteúdo e incentivar a colaboração efetiva dos alunos com seus colegas.
O Facebook pode fornecer aos alunos a oportunidade de apresentar suas ideias, conduzir discussões on-line e colaborar de forma efetiva. Além disso, o Facebook pode ajudar você, como educador, a se familiarizar com os estilos de aprendizagem digital dos seus alunos. Por exemplo, isso pode facilitar a colaboração entre os alunos e fornecer maneiras inovadoras para você envolver os alunos em sua matéria.
Também acreditamos que o Facebook pode ser uma ferramenta poderosa para ajudá-lo a se conectar aos seus colegas, compartilhar conteúdo educativo e melhorar a comunicação entre professores, pais e alunos."

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Ou se preferir acesse o sitio do guia http://pt.calameo.com/read/000845107690239ee92ee  nesse endereço é obrigatório fazer um cadastro para baixar o arquivo.  

Boa leitura...